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AGOSTO ECFA!



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TUA MÃE GOSTA...

CLÉCIO PENEDO NO ZÉLIA ARBEX

Chega ao Espaço Cultural Zélia Arbex, da Secretaria Municipal de Cultura de Volta Redonda a exposição "Notas de Um Percurso Gráfico - 50 Anos da Arte de Clécio Penedo". A exposição-homenagem fica lá até o dia 15 de janeiro. Excelente oportunidade para quem não conhece o trabalho desse grande artista, morto em 2004. Veja o texto de divulgação da Secretaria de Cultura:

"A mostra Notas de um Percurso Gráfico – 50 anos da arte de Clécio Penedo, está em cartaz até o dia 15 de janeiro no Espaço das Artes Zélia Arbex, na Vila Santa Cecília. A exposição, aberta ao público nesta sexta-feira (dia 2), pode ser visitada diariamente, das 10h às 19h. Para o dia 15 de dezembro, às 20h, está marcado um debate sobre a obra de Clécio Penedo, às 20h, no Auditório da Prefeitura Municipal de Volta Redonda, no Palácio 17 de Julho, na Praça Sávio Gama, no bairro Aterrado. Participam da mesa redonda André Luiz Faria Couto, Letícia Milen Penedo e Ronaldo Auad Moreira, com mediação de Andréa Auad.
       
A exposição é uma retrospectiva da obra de Clécio Penedo (1936 – 2004), um dos mais conceituados nomes do desenho brasileiro contemporâneo, no âmbito das comemorações dos 75 anos do nascimento do artista. Numa promoção do Instituto Cultural Clécio Penedo, a exposição engloba 120 obras, produzidas ao longo de 50 anos de atividades, organizadas e divididas em 14 séries. Com mais de 30 exposições individuais e 40 coletivas no Brasil e no exterior, Clécio Penedo teve sua carreira marcada pela preocupação social.
       
De acordo com um dos curadores da exposição, Edson Borges - a outra é Antonieta Penedo - Notas de um Percurso Gráfico é uma exposição que contempla 50 anos de produção gráfica e plástica do artista visual Clécio Penedo. Nascido em 14 de dezembro de 1936, na cidade de Bom Jardim, em Minas Gerais, Clécio Penedo inicia seus estudos artísticos na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, no ano de 1954, deixando-a em 1956. Como herança destes dois anos, Clécio Penedo dedica-se à pintura a óleo e, pelos dezessete anos seguintes, desenvolve grande acuidade técnica e uma pintura mimética, Mas é no ano de 1973 que Clécio Penedo inicia sua formação artística fundamental, ao ingressar no Centro de Pesquisa e Arte, no Rio de Janeiro, estudando com Ivan Serpa e Bruno Tauz. Durante seus dois anos de estudos com o grupo, Clécio Penedo desenvolve uma pesquisa imagética interpenetrada por figuração e abstração que, em Notas de um Percurso Gráfico, evidencia-se nas séries Geróticos, Inominados e Corpo sem Cabeça.
       
Após sua saída do Centro de Pesquisa e Arte, Clécio Penedo ingressa nos cursos de calcogravura e desenho, do Museu de Arte Moderna, também no Rio de Janeiro, com Aluízio Carvão e Eduardo Sued. Ao longo de sua juventude, Clécio Penedo vive um conturbado período histórico brasileiro, o que, mais tarde, subsidiará a constante presença, em sua obra, de temáticas sociais e culturais que discutem o indivíduo como um corpo indissociável do seu espaço existencial e histórico.
       
Nesta exposição, é evidente a preocupação de Clécio Penedo com a construção da identidade social e política brasileira, pois o artista conjuga o Manifesto Antropófago, com a ironia e contundência da Pop Art, em uma crítica direta à colonização européia e, mais tarde, à total abertura nacional à americanização, vistas nas séries És Tupi do Brasil, Cartilhada, Comei-vos Uns aos Outros e Jary.
       
Nas séries Marcas de um Março Marcial, Os anos 60 e Re-tratos, percebemos a insatisfação e afronta do artista para com a política nacional e a ditadura. Para além de uma exposição comemorativa, ou mesmo retrospectiva, Notas de um Percurso Gráfico apresenta ao público uma complexa articulação entre o processo criativo e a imagem ´pronta`, assim, além de desenhos, gravuras, colagens, plotagens e pinturas referentes à produção de Clécio Penedo, o público terá acesso a estudos, a rascunhos, a croquis e anotações que precedem a ´finalização` de uma imagem, desmistificando a ´aura divina` do fazer artístico e revelando o laboro intelectual, teórico, prático e metódico existente por toda a obra de Clécio Penedo, desde seus primeiros trabalhos até sua última série produzida, Corpo sem Cabeça, em 2002, antes de seu falecimento em 17 de janeiro de 2004.
       
Edson Borges é graduado em Educação Artística com Habilitação em Artes Plásticas pelas Faculdades Integradas Teresa D`Ávila (Lorena-SP), Pós-Graduado em Teorias e Práticas em Arte Contemporânea pela mesma instituição, Mestre em Ciência da Arte pela UFF. Artista Visual com produção em desenho e gravura, professor de Artes Visuais do IFG - campus Formosa, tem exposições coletivas e individuais. Organizou e curou diversas exposições e, em novembro de 2009, foi contemplado pelo projeto Vida Longa ao Vila Longuinhos, em Recife-PE. É curador responsável pelo acervo do Instituto Cultural Clécio Penedo e vem, desde 2009 organizando e curando as exposições do ICCP e Clécio Penedo."

Conheça também o Instituto Clécio Penedo: http://www.institutocleciopenedo.com/

LOGOS OCULTOS: 12 CRIAÇÕES GENIAIS COM SÍMBOLOS SECRETOS - DO WEB URBANIST

Salve, amigos!

Todos vocês sabem que eu gosto muito de Design e acompanho vários blogs e sites sobre o assunto, além de, às vezes, me aventurar nessa área com alguns desenhos que faço para empresas e instituições. Qualquer hora vou fazer um post com as minhas criações, afinal, estou precisando mesmo montar um portfólio...
Dentre os vários tipos de criação em artes visuais, a que mais me fascina é o desenvolvimento de logotipos. É onde o designer pode mostrar todo o seu talento para a harmonização de formas e fontes e exercitar o poder de síntese, que é a alma do bom design. Um dos blogs sobre design que eu mais leio e que por isso é presença constante no blogroll do Boteco aqui à sua direira, é o Web Urbanist que dessa vez fez uma coletânea dos melhores logos que contém símbolos e desenhos ocultos de forma genial em seu design. Como o blog é em inglês, além de disponibilizar o link para o post original aí ao lado, traduzi livremente o texto e publico a seguir para os leitores do Boteco que não leem o idioma de Shakespeare. Aproveitem. É coisa fina:

Um logotipo é a parte mais visível do branding visual de uma empresa pois é estampado em tudo: de painéis a canetas promocionais. Às vezes você pode olhar novamente para uma marca que já lhe é familiar e notar, em meio ao design, pequenos (e geniais) símbolos ocultos que sempre contém mensagens que reforçam a identificação da marca com a empresa que representa. Esse tipo de "mensagem subliminar" a partir de combinações inteligentes de formas e fontes ocultas fazem a diferença nesses 12 exemplos a seguir:

London Symphony Orchestra

A Orquestra Sinfónica de Londres escapou um pouco da sua aura de "sisuda" com o redesenho de sou logotipo. Apresentando a sigla LSO em letras numa fonte script que fazem uma moderna linha única ondulada. Mas o que não se pode ver imediatamente é a imagem abstrata que essas linhas formam: um maestro segurando a batuta na mão direita e conduzindo sua orquestra!


Toblerone
Você provavelmente já viu dezenas de vezes o logo do Chocolate Toblerone - é apenas uma montanha, certo? Olhe mais perto. Há a forma de um urso escondido no espaço em negativo nessa montanha. Esse urso simboliza a cidade de Berna, na Suíça, onde o monte Matterhorn que inspirou o logotipo está situado.


Eight 20
Quando você vê um logo deve pensar consigo mesmo: "Qual foi o pensamento do designer? Como é que esta imagem aleatória pode contribuir para a identificação dessa marca?" Neste caso, pelo menos, você não está na brincadeira - a menos que seja um nerd de matemática. Se você visualiza os quadros escuros como "1" e os claros como "0", as duas linhas de leitura formam 1010000 e 0010100, ou seja, os números 80 e 20 em código binário - o nome da marca!

Cluenatic


Talvez não seja o logo mais legível de todos os tempos, mas funciona perfeitamente como uma representação visual do jogo puzzle "Cluenatic", o objetivo do puzzle é desvendar quatro pistas. Cada uma das quatro cartas no mundo "clue" são aninhadas dentro das outras, como um labirinto.


Sony Vaio

VAIO foi originalmente apenas uma sigla para Video  Audio Integrated Operation - desde então, mudou para Visual Audio Intelligence Organizer. Mas o estranho e aparentemente abstrato logo vem de outra feliz sacada: As letras V e A, da forma como estão no logo, representam uma onda analógica e as letras I e O, o código binário digital, ilustrando perfeitamente a integração da tecnologia analógica e digital.

Northwest Airlaines
Antes de mudar e cair no esquecimento devido a fusão com a Delta, a Northwest Airlines teve um daqueles logos que contêm um pouco do simbolismo que passa inteiramente despercebido pela grande maioria do público. Ele tem as letras N e W colocadas dentro de um círculo sem nenhuma razão aparente, mas veja a localização do pequeno triângulo formado no canto superior do "W". É a seta de uma bússula apontando para noroeste (northwest, em inglês).

Milwaukee Brewers
Claro, foi apenas sorte que deu ao time de baseball Milwaukee Brewers um nome com as iniciais "M" e "B", mas isso levou logo um designer muito bom a ver como as formas,  combinando com o espaço negativo em um "b" minúsculo, poderiam formar uma luva com uma bola de baseball nela.

Bison
Projetado para uma banda de rock de Vancouver, este logo é como um daqueles testes para saber o que você vê primeiro: a imagem (usando o lado esquerdo do cérebro) ou a palavra (usando o lado direito).

Museu de Londres
O logotipo do Museum of London é muito mais do que um belo trabalho de aquarela: os vários círculos coloridos representam realmente as formas que a cidade de Londres teve ao longo de sua história.

Hope For African Children Initiative
Num golpe de vista, você é atraído primeiramente para olhar o espaço negativo - o continente africano em branco. Um olhar mais atento revela as formas de uma criança e uma mulher de cada lado em tons de laranja.


Presbyterian Church
Precisando inserir muitos símbolos em um logo e ainda assim mantê-lo organizado e visualmente atraente? O logo da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos parece ser um bom exemplo: uma cruz, uma bíblia em um púlpito, vestes de um pastor, uma pomba, um peixe e fogo, tudo dentro de uma mesma forma básica.


Elefont
Desenhado por Mike Erickson (também conhecido como Logomotive) para uma empresa fictícia, esse logotipo tem dois diferentes elementos combinados em um símbolo simples e visualmente impressionante: Essa minúscula curva forma um "e" de elefont e destaca uma fonte elegante. Tem também uma tromba de elefante escondida dentro dela.


Fantástico, não é mesmo? Para quem quiser o link para as imagens originais, é só ir no post do Web Urbanist, aí no blogroll ao lado.
Não posso deixar também de citar um exemplo do Brasil, e na minha opinião o logotipo mais genial dentro dessa categoria de "símbolos ocultos" é o do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia):
Observe a genialidade da simplicidade: uma letra "I" maiúscula serifada, cujo corte feito longitudinalmente ao meio dá a idéia da letra "N", composta com as partes em negativo da imagem. Dá-lhe Brasil. Infelizmente, no site do instituto não encontrei maiores informações sobre o logo, tipo quem desenhou, em que ano, etc. Quem souber, favor informar aí nos comentários.


Até a próxima.

DESIGN SOCIAL




Quem viu o título do post deve ter pensado logo: "tava demorando até esse cara começar a falar de design..." - Ora meu papai, deixe-me falar! É por uma boa causa! Certos programadores de bancos de dados por aí torcem o nariz para o design, mas ninguém vai torcer o nariz para o design social, tenho certeza.

O mundesign.org é uma criação de um velho parceiro de idéias que conheci na internet, Fábio Souza, ou simplesmente Faso. Um profissional da área com muita iniciativa e com o que falta para a maioria de nós, infelizmente: preocupação social.

O Design Social é justamente isso. Segundo Faso, a função do Design é melhorar a vida das pessoas, seja adicionando praticidade às tarefas, seja agregando valor aos produtos, não o valor de uma marca ou embalagem bonita, mas o valor qualitativo, que é o que realmente pagamos quando compramos algo.
"Quando eu descobri o design social, as pessoas me passavam a impressão que fazer isso era como 'praticar design de caridade'.
Com o tempo e o amadurecimento das idéias, comecei a ter outra visão (a que eu carrego até hoje e que é o meu lema) sobre esse ofício: fazer design social é usar o design para melhorar a vida das pessoas (isso me lembra o próprio começo da Bauhaus, onde eles pregavam isso)." - diz Faso, e continua:

“as pessoas não querem assistencialismo”

 "- Sem dúvida a função principal do Design é melhorar a vida das pessoas e em termos práticos acho que não é assistencialismo porque Design Social também não é de graça, no mínimo custará um valor abaixo do normal. No meu ponto de vista e também pelas experiências que já tive, Design Social está ligado ao Eco Design e fazer Design Social seria interferir em alguma comunidade em que se percebe algum potencial de mão de obra e de matéria prima. Com isso realizar pesquisas sócio culturais e identificar produtos regionais além de redesenhar e criar produtos com padrões mais elevados para serem vendidos em outras praças ou até mesmo o exterior, fazendo com isso uma organização social local de mão de obra além de acompanhamento e qualificação, gerando renda para essa comunidade que já é ou futuramente se tornará uma cooperativa.
 - Mas quando temos outras organizações por traz do projeto como os já conhecidos projetos do SEBRAE, Natura, Redecard, universidades e Ongs, tudo fica mais fácil financeiramente e o assistencialismo não existirá para nenhuma das partes, pois, para essas empresas ou organizações em que a consciência do papel social realmente existe além dos negócios: impostos, leis de incentivo a cultura, agregar valor ao produto, produtos com identidade nacional ou regional 'ecologicamente correto e socialmente justo'.
 - Portanto acho que não seria assistencialismo porque de uma forma ou de outra o Designer receberá por isso, seja financeiramente ou por meio de divulgação do trabalho e o mais importante: as pessoas não querem assistencialismo. Apenas orientação para conquistar novos mercados e isso é bom para os dois lados: Comunidade, Designer e/ou Empresa."
Falou e disse, Faso!
Conheci o mundesign bem no início, em 2006, e o que aprendi ali mudou radicalmente a minha concepção de design e até mesmo de trabalho social. Vale a pena uma visita ao site (e também ao marcamaria, o blog do Faso) para uma aula de design, consciência social e humanidade, essa que anda tão rara hoje em dia.
Conforme o próprio Faso escreveu: "Pense azul. Seja livre e .mundi o seu mundo."
Garção! Desce a saideira...
Até o próximo post, galera!

Mercado Livre

"Quando o processo histórico se interrompe... quando a necessidade se associa ao horror e a liberdade ao tédio, a hora é boa para abrir um bar."
W. H. Auden