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DIVAGANSOS


Apropriei-me de um termo cunhado pelo meu amigo e xará lá de Portugal, o Ganso, para o título desse post: "Divaganso", segundo a definição desse nobre exemplar da minha espécie: "A arte de divagar de um ganso."

Pois então; o que quero agora é divagar, junto a vocês, meus amigos e fiéis leitores, sobre a função desse blog em minha vida.

Escrever, para mim, sempre foi um grande prazer. Uma coisa que, desde criança, me deixa feliz é poder mostrar aos outros as coisas que escrevo. Desde as redações no colégio até as crônicas que eu mandava para jornais, sempre gostei de expor o que penso escrevendo. Aliás, me expresso muito melhor dessa forma do que com a fala. Se considerar qualquer forma de expressão corporal, então, como dança, etc. (isso mesmo tendo participado de diversos grupos de teatro), aí sim sou um verdadeiro desastre. Então me resta a escrita e em bem menor proporção, a música, para me comunicar com o mundo. O blog surgiu justamente com esse propósito: como um canal de comunicação onde eu poderia publicar minhas opiniões sobre os mais variados assuntos e receber de vocês o feed back dessas opiniões e quem sabe iniciar alguns debates.

Nunca pensei em usar o blog como algumas pessoas por aí, para auto-promoção ou até mesmo para propaganda enganosa. Não quero parecer melhor do que sou e nem acho que minhas opiniões sejam as mais acertadas sobre todos os assuntos que discuto. É por isso que o espaço de comentários está constantemente aberto, sem moderação inclusive (só não chinguem minha mãe, porque ela não tem nada a ver com isso).

Portanto, acho que chegou a hora de fazer um balanço. Em setembro próximo o blog completa três anos de estrada. Publiquei 88 posts e consegui arregimentar 36 seguidores no Google Friend Connect, fora os que visitam o blog esporadicamente. Parece pouco se compararmos com outros, mas para mim é muito. Ainda mais se eu considerar não a quantidade, mas a qualidade das pessoas que não se importam em aparecer alí a direita como meus seguidores.

Falei de tudo um pouco aqui no Boteco. Divulguei trabalhos que acho importantes e atualizo todos os dias o blogroll ali da seção "O Boteco Recomenda". Me gusta. Me dá prazer imaginar que posso estar levando para alguém uma informação que aquela pessoa talvez não teria acesso. Gostaria, inclusive, que os leitores participassem mais... Há algum tempo, botei ali em baixo um contador de visitas. Mas quase nem fico acompanhando. Uma pessoa leu? Então já é lucro. Uma pessoa comentou? Lucro dobrado. Sempre respondo aos comentários, seja para debater ou simplesmente agradecer a visita.

Mas agora, vamos ao ponto. Vocês devem ter notado que os posts estão cada vez mais raros por aqui. O Boteco passa por uma crise existencial. Assumi inúmeros compromissos comigo mesmo e com outras pessoas, o que me forçou a deixar o blog um pouco de lado. Mas acho que vocês não merecem. A nova resolução tomada por aqui foi transformar o blog em espaço de debate para os temas que venho estudando na faculdade de História. Assim, estaria unindo o útil ao agradável. Mas antes de impor essa mudança, gostaria de saber de vocês o que acham. Posso aguardar um feed back? Se ninguém disser nada é porque concordam... Depois não digam que eu não avisei. Dou-lhe uma, dou-lhe duas...

Abraço a todos.

COMPROVADO: RACISMO É BURRICE!



Li ontem no Gizmodo (link) notícia sobre a responsabilização criminal de alguns idiotas que andaram escrevendo babaquices preconceituosas no Twitter. Como sempre dizia o sábio Forrest Gump, "idiota é quem faz idiotice" e a bola da vez e idiota-mor na questão é a estudante de direito (hã?!?!) Mayara Petruso, que teve o azar de ver sua singela mensagem de amor e carinho para os nordestinos (que ela escreve "nordestistos"em mais uma prova de sua sabedoria) nos trending topics.
Conforme escreveu o "Voz do Além" no Nerds Somos Nozes (link), escrever esse tipo de bobagem em uma rede social como o Twitter, que é uma página pública, é crime, conforme a lei 7.716, de 1989:
Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
Pena: reclusão de um a três anos e multa.
§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza:
Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
§ 3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência:
I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;
II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas ou televisivas.
III – a interdição das respectivas mensagens ou páginas de informação na rede mundial de computadores.

Por isso mesmo a OAB de Pernambuco entrou como uma representação criminal na Justiça de São Paulo contra a burrinha Mayara. E avisou que as ações envolverão também os outros patetas que foram na onda da aprendiz de neo-nazista.
A nossa ex-futura advogada será acusada de racismo e incitação pública de prática de crime - no caso homicídio - e na soma das penas pode pegar até cinco anos e meio de prisão. E, se Deus quiser, o juiz vai determinar que ela cumpra a pena em uma prisão feminina lá na Paraíba.
Mas a possível condenação dessa besta quadrada não é a questão mais relevante. Como eu escrevi neste post, é só o ser humano sentir que tem um pouco de anonimato para mostrar a sua verdadeira face. E o seu nível de inteligência também, porque tudo o que se escreve em uma rede social é público e está lá para quem quiser ver, com seu nome (não importa se é  um nick) e a sua foto (não importa se é aquele avatar do burrinho do Shrek que você costuma usar), como se você estivesse gritando aquilo em praça pública ou publicando em um jornal com a sua assinatura em baixo. Tem que assumir as consequências. Esse povo pensando que internet é brinquedo, agora tem que aguentar o peso de suas ações. Meus parabéns a OAB. É muito importante que esse tipo de crime não fique impune para que a mentalidade retrógrada de alguns nesse país mude, nem que seja na marra.

CARTA ABERTA AOS MEMBROS DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Retrato do autor no terreiro de Mãe Deda. De calças curtas e em seu habitat natural.
Senhores Deputados,

Foi com profunda preocupação que recebi a notícia de que o Deputado e pastor evangélico Edson Albertassi, membro dessa casa, apresentou um projeto com o objetivo de anular a lei que declara a Umbanda e o Candomblé bens imateriais do Estado do Rio de Janeiro. O mesmo parlamentar tem, sistematicamente, apresentado projetos de lei que atacam frontalmente as crenças afro-brasileiras e ameríndias em nome do que ele mesmo chama de conduta cristã.

Em um contexto em que demonstrações de intolerância religiosa se tornam cada vez mais costumeiras, a proposta do cruzado-legislador com sede de guerra santa se configura como ameaça aos princípios da tolerância e do respeito às diferenças, elementos básicos para o convívio fraterno da comunidade.

Certa feita escrevi um texto sobre a religiosidade brasileira e a relação de nosso povo com as divindades. Cito alguns trechos, nesse momento em que nossos ritos sofrem toda sorte de ataques, do que então expressei:

"Somos, os brasileiros, filhos do mais improvável dos casamentos, entre o meu compadre Exu e a Senhora Aparecida - a prova maior de que o amor funciona. E Tupã, que se vestiu com o cocar mais bonito para a ocasião, celebrou a cerimônia entre a cachaça e a água benta.

Uma das nossas mãos está calejada pelo contato com a corda santa do Círio de Nazaré - a outra tem os calos gerados pelo couro do atabaque que evoca as entidades. As mãos do Brasil e do seu povo.

Nossos ancestrais passeiam pela vastidão da praia sagrada dos índios de Morená, retornam à Aruanda nas noites de lua cheia, silenciam no Orum misterioso das almas e florescem encantados nas folhas da Jurema.

Os guerreiros de nossas tropas trazem a bandeira do Humaitá, o escudo de Ogum e o estandarte da pomba branca do Divino Espírito Santo - a mesma pomba que pousou na ponta do opaxorô de Obatalá. São essas as nossas divisas de guerra e paz; exércitos do Brasil."

Escrevi isso porque, senhores deputados, nasci e cresci dentro de um terreiro de macumba. Falo dessa procedência com orgulho tremendo. Minha avó era mãe de santo na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, versada nos segredos da jurema e da encantaria. Fui, por isso mesmo, batizado nos conformes da curimba - protegido pelo caboclo Pery e pelo Exu Tranca Rua das Almas e oferecido aos cuidados da lua velha, num terreiro grande de Nova Iguaçu.

Tive uma infância alumiada pelo rufar dos tambores brasileiros e pelo alumbramento com os caboclos de pena e os marujos e boiadeiros da minha macaia querida. Quem viu, viu - e sabe do que eu falo.

Em um certo momento busquei as raízes mais profundas. Fui ao candomblé, me iniciei, recebi um cargo, cantei em iorubá e conheci a religiosidade afro-caribenha. Em meu peito, todavia, continuou batendo forte a virada dos caboclos do Brasil. De mim, que atravessei o mar só para ver a juremeira, isso ninguém tira !

Conversei com Seu Zé; recebi conselhos de Seu Tranca Ruas; vi a dança de guerra de Seu Tupinambá; fui seduzido pela beleza de Mariana e pela saudade de seu navio; temi a presença de Seu Caveira; cantei a delicadeza da pedrinha miudinha; respeitei o cachimbo velho de Pai Joaquim; me emocionei quando Cambinda estremeceu para segurar o touro bravo e amarrar o bicho no mourão do tempo.

É por isso, pelo meu encanto pela Mãe d´Água, pelo temor amoroso ao caboclo Japetequara - veterano bugre do Humaitá - pela reverência aos que correram gira pelo norte, que me emociono com os santos brasileiros, pretos e índios como nós - por amor ao Brasil ! Amor bonito e dedicado, feito o cocar de Sete Flechas e o diadema de Seu Sucuri no limiar das luas.

É por tudo isso ainda, senhores, que afirmo: Não queremos converter e não queremos ser convertidos. Queremos crer apenas que o Pai maior, em Sua sabedoria, revelou-se a cada povo trajando a roupa que lhe pareceu mais conveniente para que os homens o reconhecessem, feito Zambiapungo e Olorum nos infinitos e Tupã nas matas.

Os deuses que vieram dos porões dos tumbeiros e das florestas do Brasil amenizaram séculos de dor e sofrimento e forjaram a armadura da resistência e da dignidade de um povo. Os deuses do Brasil nos ensinaram a olhar a natureza com os contornos da poesia e a delicadeza dos ritos imemoriais. Essa é a tessitura nossa de olhar o mundo.

Divinizamos os homens e humanizamos os deuses para construir uma civilização amorosa nos confins do ocidente. Em nome do oxê de Xangô, do pilão de Oxaguiã, do xaxará de Omolu e do ofá de Oxossi não há um só genocídio perpetrado na face da terra. Nunca houve qualquer guerra religiosa em que se massacraram centenas de milhares de seres humanos em nome da fé nos encantados e orixás. A insígnia de nossos deuses nunca foi a mortalha de homens comuns - nós apenas batemos tambor e dançamos, não morremos ou matamos pela nossa fé.

Eu conheci e (me) reconheci (no) meu deus enquanto ele dançava, no corpo de uma yaô, ao ritmo do vento que balançava as folhas sagradas do mariô, amansando o chão de terra batida à virada do rum. Meu general, com a majestade dos seus passos, fazia farfalhar a copa dendezeiro com a destreza de sua adaga africana. O alfanje de Ogum alumiou meu mundo.

Que cada um tenha o direito de encontrar o mistério do que lhe é pertencimento, em gentileza e gestos de silêncio, toques de tambor e cantos de celebração da vida.

Olorum Modupé, Nzambi-ampungu!

Luiz Antonio Simas, Ifábiyi.

Post original em: Histórias Brasileiras

UM SUCESSO DE FRACASSO

Vamos falar hoje de um cara que deve ser uma incógnita para muita gente. Ele é bem conhecido no mundo virtual, principalmente pela galera aqui da região, e atende pela alcunha de "O Merda Fracassado". Quem é esse cara afinal? Qual é a dele? O que ele escreve é real? Bem, como diria Jack, The Ripper, vamos por partes:
Conheci essa figura em Barra do Piraí no início dos anos 90. Naquela época ele tocava em uma banda chamada "Engodo We Trust", na qual era baixista e tinha o singelo pseudônimo de "Cheiroso". O "Engodo", integrava o Movimento Mongo Core, assim como a banda que eu tocava, "Los Broñas", cuja história já contei aqui. Naquela época, o nosso bom amigo já era um cara muito ligado em cultura e em literatura e tinha altas referências. De vez em quando íamos, eu e meus amigos aqui de VR, vagabundear por aquelas bandas e rir muito das histórias malucas desse cara e dos seus amigos, Lúcio, Murunga, Rato, Thompson, entre outras peças. Ele também o autor do maior hit dos Broñas: Caguei no Scargot!
Pois bem, deixando o passado de lado, vamos à ficha corrida do "Cheiroso" de hoje em dia. Para quem não sabe, o nome real dele é Alexandre. Olha só o perfil do cara:

Alexandre Coimbra Gomes nasceu em Barra do Piraí, região sul-fluminense do Estado do Rio de Janeiro, numa sexta-feira, 13 de junho de 1975, às treze horas. Mas ainda bem que não é supersticioso. Tem escritos (mas não publicados) os livros de contos Levados, privados e depravados (2004) e Carne-de-vaca (2005) e dois livros de humor: Como ficar rico escrevendo livros que ensinam como ficar rico (2006) e Autobiografia de um merda (2007). Vive como professor de Língua Portuguesa e Literatura. Seu conto "APAE" foi publicado na coletânea Aos pés das letras: uma antologia podólatra da literatura brasileira.

Você, nobre leitor do Boteco deve estar se perguntando porque eu resolvi escrever um post sobre esse cara... a resposta é simples: porque ele é foda!
Alexandre é um escritor de primeira, que segue a tradição da literatura marginal que eu tanto li e admirei ao longo dos anos 80 e 90. Caras como Laert Sarrumor, Furio Lonza, Glauco Mattoso, Lourenço Mutarelli e Marcatti, uma galera que era sempre encontrada nas páginas da revista "Chiclete Com Banana" do Angeli e, pelo menos para mim, eram um link com a contracultura americana de caras como Robert Crumb, Jack Kerouac e Hunter Thompson. Não sou um grande conhecedor de literatura, nem de cinema, nem de música, nem de nada... mas sei muito bem o que me agrada. Essa literatura suja, urbana e subversiva teve uma importância chave na minha formação. Grata foi a surpresa, quando, nesse final de década de cultura enlatada, pensadores de butique e pseudo-felicidade vendida em shopping center, surge o velho amigo Alexandre, das profundas da década de 90, nos lembrando que a vida é uma droga, que o ser humano é podre e que o futuro só pode dar merda.
Esse post é apenas um reconhecimento de que esse cara e seus textos são essenciais hoje em dia. Afinal "O Merda Fracassado" é cada um de nós. Numa sociedade em que o sucesso acima de tudo é pregado como um mantra eterno, um escritor que se reconhece como fracassado lava a nossa alma e nos torna aptos a reconhecermos também nossos pequenos e grandes fracassos diários.
E, conhecendo o cara, acho que é real a possibilidade de tudo o que ele escreve ser realmente verdade. Precisamos de algum editor com visão para publicar urgente seus livros e inaugurar um novo estilo literário: em vez de auto-ajuda a auto-sabotagem. Psicologia reversa... É sucesso garantido. Taí, Alexandre, um post que você nunca poderá publicar em seu blog: "Fracassado fracassado", porque em termos de fracasso, você já é bem sucedido. Sou seu discípulo.

Abraço.

Links para algumas páginas:

BOTECO DO GANSO NO FARRAZINE!

It's a happy day! Uma rodada para todos por conta da casa!

Saiu a edição 15 do prestigiado FARRAZINE, publicação distribuída on-line gratuitamente e que neste número tem as páginas 31 a 34 preenchidas por um conto desse vosso escriba.

O FARRA, apesar de ser um zine, é uma edição que não fica devendo nada às melhores revistas on-line por aí: diagramação bacanuda, belas ilustrações e qualidade editorial de primeira. É voltada para o universo dos quadrinhos e ficção científica.

Venho acompanhando, já há alguns números, a revista e li ótimos contos e histórias em quadrinhos de autores brasileiros que eu não conhecia. Observei que alguns tinham temática parecida com os meus. Foi aí que tomei coragem e enviei aos editores um deles, entitulado “A Aranha”, que inclusive já foi publicado aqui no ano passado em três capítulos.

Seguindo sugestões de seus revisores (aprendi muito nessa jogada), fiz algumas reformulações no texto e voilá! Ei-lo lindamente publicado e ocupando quatro páginas do zine.

Aproveito para agradecer publicamente aos editores pela oportunidade, principalmente ao Kio e ao InVinoVeritas pela paciência com o meu amadorismo.

Aí vão os links para vocês, membros da nossa nobre confraria, conferirem o FARRAZINE.  Divulguem, por favor.


VERSÃO .RAR - 4SHARED 43,4 Mb

VERSÃO .PDF - 4SHARED 17,2 Mb

FARRAZINE NO ORKUT

FARRAZINE NO ISSUU


Viram? É o Boteco do Ganso rompendo fronteiras!

Até a próxima!

PIOR QUE WATERGATE


Estou lendo nesse momento um livro surpreendente. "Pior que Watergate", escrito por John Dean, um ex-funcionário da presidência no período Nixon que assistiu de muito perto o escândalo ao qual se refere o título, trata das maquinações da dupla de fanfarrões Bush/Cheney com seu "plano de dominação mundial" à lá Dr. Evil ou Pink & Cérebro.

É incrível o poder que o vice (ou co-presidente, como diz o livro) Dick Cheney tem no que se refere à política externa e assuntos estratégicos dos Estados Unidos. E não é de agora... a coisa vem desde a época do Reagan... Eu diria, sem medo de equívoco que Cheney é hoje o homem mais poderoso do mundo. Quanto a Bush... é apenas um patético caipira que nunca teria competência para governar seu país. É apenas um testa de ferro de um grupo de ulta-conservadores que pretende se perpetuar no poder para construir o que eles chamam de Império Norte Americano (já viram essa história? Qualquer semelhança com o III Reich não é mera coincidência). Eles têm até um relatório, publicado em setembro de 2000 que define bem suas idéias chamado Rebuilding America's defenses: strategy, forces and resources for a new century (Reconstruindo as defesas americanas: estratégia, força e recursos para um novo século). Uma espécie de cartilha do domínio do mundo pelos E.U.
O pior é que parece que se o tal McCain ganhar, esse tipo de escroque vai continuar dando as cartas na Casa Branca... E por falar em McCain, esse também já sofreu na mão da dupla Bush/Cheney... segundo o livro, nas eleições primárias em fevereiro de 2000, em que Bush disputava a vaga de candidato do partido republicano com o McCain, os partidários do primeiro lançaram uma bateria de boatos falsos para desmoralizar o segundo, tipo espalhar que McCain era gay, depois, que ele era um garanhão que havia traído a primeira mulher, depois veio um panfleto dizendo que a segunda mulher dele, Cindy era viciada em drogas (a mulher era viciada em analgésicos), e quando nada disso funcionou, espalharam que McCain era louco por ter ficado muito tempo como prisioneiro de guerra em Hanói... mas a cartada final veio quando eles fizeram circular entre os filhos e filhas da Confederação, nas áreas rurais, uma fotografia da filha adotiva de McCain, uma linda garota de pele escura nascida em Bangladesh. Graças a Ku Klux Klan, Bush bateu seu único rival republicano, que agora, oito anos depois, está de braços dados com ele na corrida até a presidência. É de embrulhar o estômago de um abutre...
Prá vocês verem como a eleição nos E.U. é tão importante para nós quanto as daqui... no Brasil só vamos escolher aqueles que ficarão nos roubando e armando esquemas por mais 4 anos (com raras e gratas exceções, diga-se de passagem) enquanto por lá, o povo pode escolher aqueles que selarão de vez o destino desse planeta, trasformando o mundo numa barbárie ou mandando essa joça de vez pelos ares... é de gelar o sangue!
Para quem se interessar, é possível encontrar o livro em sebos por um preço bem legal (é de 2004). O meu, comprei por R$ 5,00 no Ed. Redondo. Mas para quem não está a fim de procurar, achei no mercado livre por R$ 19,00. Segue o link: http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-74771671-pior-que-watergate-politica-_JM
Abraço e até nossa próxima cervejinha com direito a bate papo...

Mercado Livre

"Quando o processo histórico se interrompe... quando a necessidade se associa ao horror e a liberdade ao tédio, a hora é boa para abrir um bar."
W. H. Auden